28/07/2014

Resenha | A Fera Interior - Lotte & Soren Hammer

A Fera Interior (Konrad Simonsen #1) 
Lotte & Soren Hammer
Editora Vestígio

Cinco corpos masculinos mutilados – castrados – e um rico empreendedor que denuncia na mídia a falta de firmeza da justiça dinamarquesa para com os pedófilos. O inspetor Simonsen, que tem experiência demais para não desconfiar das coincidências, logo compreende que está diante de um plano de grandes dimensões, cujos pormenores ainda desconhece… Neste primeiro romance, intenso e cativante, Lotte e Søren Hammer constroem uma intriga milimétrica e engenhosa sobre um assunto ainda tabu na Dinamarca, a pedofilia. Pintando o retrato de uma opinião pública que toma partido dos assassinos, os autores levam o leitor a questionar suas próprias certezas éticas.




Eu diria que A Fera Interior é meio thriller, meio investigação policial, escrito pelos irmãos dinamarqueses Hammer e 1º livro da série Konrad Simonsen.

Sintam o drama: logo no começo do livro, 2 crianças encontram cinco homens pendurados por cordas no teto do ginásio da escola, nus e mutilados.
“[...] Ela levantou-se, irritada, e caminhou em direção à entrada do ginásio, o irmão logo atrás.
Havia cinco pessoas penduradas no teto, cada uma por uma corda. Estavam nuas e de frente para ela.
- Não são esquisitos?
- São – ela falou e fechou a porta.
Pôs o braço em volta dos ombros do garoto.
- Podemos jogar bola agora?
- Não, não podemos. Temos que procurar um adulto. […]”
pag. 10


O inspetor-chefe Konrad Simonsen está de férias na Jutlândia do Norte com seu carregamento de cigarros e sua filha Anna Mia. Mas, como não seria um thriller se houvesse toda essa tranquilidade, o sossêgo logo acaba, um carro de polícia vem à sua procura e Konrad vai às pressas para a Escola Langbaek em Bagsvaerd, para investigar este crime brutal. As suspeitas rapidamente recaem sobre o zelador da escola. Porém, nem tudo é o que parece...

No grupo de Homicídios de Konrad Simonsen, encontramos Nathalie von Rosen, a "Condessa", que aparentemente, gosta muito de seu chefe um tanto quanto estranho.

Leva algum tempo antes que a polícia seja capaz de identificar os cinco cadáveres mutilados, porém, quando descobre-se que todas as vítimas são pedófilas, o clima fica ainda mais macábro. E para piorar, a imprensa sensacionalista fica como um bando de urubus em cima da investigação, pondo em risco o trabalho da polícia com suas interferências incessantes. Konrad é pressionado a esclarecer o caso, a pressão só aumenta pelo fato das vítimas serem pedófilas. Também descobrimos que a filha de Konrad, Anna Mia, tem uma conexão com o zelador Per Clausen.

O livro é escrito em terceira pessoa, e não só sob o ponto de vista de Konrad. Como vocês podem ver, o livro não trata só de uma investigação sobre assassinato, mas também de pedofilia, rendendo muito pano pra manga. Uma leitura interessante, mas que não superou as minhas expectativas.

Outra coisa que gostaria de dizer: quem já leu Segunda Sombria da série Frieda Klein, provavelmente deve ter percebido algumas semelhanças... a mídia pressionando por resultados, um membro da equipe apaixonada pelo chefe (em ambos os casos pelo investigador-chefe)... enfim, pra mim foi impossível, durante a leitura, não comparar ambos, pois Segunda Sombria foi um livro que adorei ler e com o mesmo gênero.

Para quem gosta de uma investigação policial com certa polêmica, então A Fera Interior é uma boa pedida.




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