21/05/2015

Uma Loja em Paris - Maxim Huerta [Resenha]


Uma Loja em Paris

Maxim Huerta 
Editora Essência/Planeta Brasil

Num dia qualquer, quando andava sem rumo pelas ruas de Madri, Teresa, uma órfã rica que vive sob o rígido controle de sua tia Brígida, se vê impelida a entrar em um antiquário, atraída por uma tabuleta de uma antiga loja parisiense de tecidos. De volta ao seu apartamento, após fixar a tabuleta em seu escritório — que compra sem saber muito o porquê —, a jovem é atormentada por uma série de sensações, percepções e visões que, ao que tudo indica, fazem referência à dona da tal loja, Alice Humbert, que viveu na Paris dos anos 1920. Quem terá sido essa mulher e por que a sua história agora lhe bate à porta de uma maneira tão intensa, Teresa se pergunta. Sem perder tempo, ela parte em busca das respostas na mágica, romântica e colorida capital francesa, para onde se muda. Inspirado pelos “anos loucos” vividos na Paris de Hemingway, Modigliani, Coco Chanel e Paul Poiret, o jornalista espanhol Màxim Huerta apresenta uma história de amor que resistiu ao tempo e transpassou décadas até atingir em cheio o coração de Teresa.


Um romance construído através de dois fios narrativos, ambos escritos na primeira pessoa, o que dá uma maior persuasão à escrita. Por um lado, a vida de Teresa definido no tempo presente e, por outro, o de Alice, desenvolvido nos anos 20. Estas duas vidas, separados por quase um século, são intercaladas em capítulos interessantes para mostrar a semelhança das duas ações.

"Uma loja em Paris" conta a história de Teresa Espinosa e Alice Humbert, duas mulheres que apesar de separadas pelo tempo e pela geografia, têm muito em comum. Teresa é uma mulher que cresceu sem um pai ou mãe. Tem sido criada pela irmã gêmea de sua mãe, sua tia Brígida, uma mulher ranzinza e orgulhosa que passou por uma terrível falta de amor. Teresa retém lembranças de sua infância por restos de vestidos que recolhe em uma mala. É o primeiro e único amor de sua vida, Laurent, ele desapareceu sem deixar rasto. 

Um dia tudo mudou. 

Cansada da atmosfera sufocante de casa, Teresa decide caminhar. É quando ela descobre um cartaz velho bonita, sem dúvida compra para decorar seu escritório. Através dos sinais e eventos inexplicáveis, Teresa entende que você tem que viajar para Paris e conhecer a verdadeira origem do cartaz que veio como uma lufada de ar fresco para a sua vida. Ele faz.


Ao chegar em Paris, Teresa descobre que Alice Humbert foi proprietária de uma loja, então decide compra-la pois para ela, tanto a loja quanto o cartaz havia algo de especial e que guarda muitos segredos que iria decifrar. 

Através das fotos que Teresa encontra, nós também conhecemos a história de Alice e que não está tão longe (apesar de ser de outra forma) o que ela sente e vive em Madrid. Então, vamos voltar para a Paris dos anos 20, quando era uma cidade sem lei quase em alguns lugares e em que o amor, sexo e álcool, eram o pão de cada dia. Através dos olhos de Alice, nós conhecemos alguns personagens interessantes que também são parte importante da história. As duas mulheres, do passado e presente, vão lutar para conseguir uma vida melhor do as que têm. Pelo menos é o que elas querem com todas as suas forças.

Com "Uma loja em Paris', Maxim Huerta nos conta sobre a vida de duas mulheres que parecem correr através de diferentes caminhos, mas sem saber cruzar inesperadamente o caminho certo. Teresa e Alice são jovens (cada um na sua época, claro haha) e fortes, e lutam por uma vida melhor.

Amor (ou falta dela) e solidão são os dois pilares do enredo deste maravilhoso romance que é lido com prazer e carinho. O autor, com uma prosa limpa e simples, nos faz ficar com os dois protagonistas e eles ficar com a gente, na nossa memória, como Paris, a bela loja e todos os personagens que acabam decorando uma deliciosa história vai ficar, no começo vi que o livro não estava me agradando, mas como a sinopse me deixou muito curiosa decidi ir até o final, e afirmo, não vão se arrepender.

É um livro que eu gostei e li super rápido depois que dei uma pausa de algumas semanas, infelizmente. As personagens, cenário, enredo, estilo de narrativa ... Eu gostei de tudo e me deu uma grande tristeza chegar à última página, que me deu um beliscão no estômago e quase me faz dar o primeiro voo para Paris. Incrível, maravilhoso e indispensável. 
Claro, é Paris!







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